4 Aspectos da Reciclagem de Materiais Plásticos que você pode não saber até agora!

Atualizado: 13 de mar.



A reciclagem é uma das maneiras mais bem vistas da atualidade para direcionar um resíduo não mais utilizado. Acontece que apenas em torno de 9% do lixo gerado mundialmente é reciclado, segundo dados do Banco Mundial.


Enquanto isso, o plástico, uma invenção envolta por benefícios como, por exemplo, baixo custo, flexibilidade, leveza, resistência à corrosão, facilidade para moldar, com propriedades de isolante elétrico, tornou-se um dos maiores inconvenientes ao meio ambiente pelos seus malefícios - principalmente o demorado tempo de degradação e a poluição - e pela forma que é aplicado.


Portanto, frequentemente discorre-se entre a relação desses dois termos como complementos, e hoje abordaremos resumidamente quatro aspectos pouco conhecidos dessa relação.


1º Os 3 principais tipos de reciclagem de produtos plásticos:


A reciclagem mecânica é o método mais comumente utilizado. Ela consiste na transformação do material em grânulos, sem alteração química da sua estrutura, que geram insumos para outros produtos.


A reciclagem química, diferente da mecânica, trabalha com a alteração química da estrutura dos materiais. Nela há o processamento com a finalidade de produzir matéria prima para novos produtos plásticos, a partir da hidrogenação, da gaseificação ou da pirólise. Para se sustentar de maneira econômica, é necessária grande quantidade de matéria.


A reciclagem energética baseia-se na incineração dos resíduos, com objetivo de utilizá-los como combustível e consequentemente produzir energia elétrica e ou térmica. Os resíduos dessa queima são sólidos - sendo adequadamente descartados como tais - e gasosos - sendo filtrados para liberação na atmosfera. Entretanto, esse método é economicamente mais caro e não amplamente utilizado em muitos países.


2° Perda de qualidade:


É comum ter-se a ideia de que pode-se reciclar várias e várias vezes os materiais plásticos, porém essa premissa é uma inverdade. A cada reciclagem, o produto plástico se torna um produto com qualidade inferior - com propriedades sendo perdidas, ligações sendo rompidas - em relação ao seu originário, ou seja, ele não consegue ser reciclado infinitas vezes. Os novos materiais derivados dos processos de reciclagem normalmente são mais quebradiços, impuros e precisam muitas vezes ser misturados com quantidades de novos para obtenção de propriedade melhores.



3° Separação criteriosa:


Existem vários tipos de plásticos, pode-se perceber isso pelos diversos números nos símbolos de reciclagem. Por consequência, essa diversidade de tipos conta com diferentes pontos de fusão, além de liberar distintas toxinas e gases. Assim, estes são alguns dos motivos pelos quais eles devem ser criteriosamente separados para seguirem para a reciclagem. Ademais, quanto mais misturado for um produto em termos de quantidade de plásticos, mais trabalhosa e cara torna-se essa etapa do processo.



4° A reciclagem é um processo caro! Mas o que a faz ser cara?


Começando pelo básico, a formação da consciência da população e as campanhas de incentivo à separação. A partir daí: a coleta - em que em alguns casos, não se pode esmagar o insumo; a separação criteriosa, como vista anteriormente; a limpeza do efluente que vai ser gerado - nas etapas de descontaminação dos materiais, por conter alta carga orgânica; a energia gasta com as várias máquinas dos processos de reciclagem; o mantimento e atualização da logística de todo o processo e a mão de obra de cada etapa mencionada até agora.



Conclusões:


Tendo em mente o que foi dito, a reciclagem de muitos materiais pode ser vantajosa em vários aspectos, como a do alumínio e a do vidro, por exemplo. No entanto, a do plástico é importante porém ainda não temos inovação suficiente para que ela se sustente em alguns casos e faça ciclos, justamente por continuar a gerar produtos com baixa rentabilidade ou necessitar de mais matéria prima para a fabricação de novos.


O ideal, visualizado pelo viés da sustentabilidade, seria repensar e reduzir a produção, reutilizar ela o máximo possível, reciclar tudo o que for viável e encontrar um destino melhor para o que sobra e não mais pode ser usufruído.


Pode-se dizer que a educação é um bem inestimável que deve ser fomentado a fim de conscientizar a população sobre o assunto e gerar novos pesquisadores interessados nos campos de tecnologia e inovação ligados à sustentabilidade.


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